Um colorado no Morumbi
Relato de um amigo meu que esteve no Morumbi ontem. Soh faltam 90 minutos! Haja baba pra secar!
Hoje foi um dia e uma noite mágicos.
Após terminar o trabalho, tomei um banho, vesti uma camiseta preta Hot Wheels (para não tomar porrada na ida), peguei um táxi e me fui ao Morumbi.
Depois te andar 2 km no meio da torcida são-paulina, entro no Morumbi: 3 andares, atrás do gol onde o Sóbis fez 2. Parecia um japonês assistindo a partida, pq de onde eu estava (lá atrás), eu mal podia ver o campo.
Mas vi coisas com esses olhos que só a terra há de comer: Principe Jajá ao meu lado, Kenny Braga, Marco Aurélio das charges (ele não é gremista?), atores da Globo e principalmente uma nata de colorados totalmente apaixonados. Tinha um gaúcho que jogou nos juniores há 20 anos atrás e teve que vir a SP com a família e largar o futebol, era o mais emocionado… Encontrei alguns conhecidos, outros não, mas a massa cantou quase todo o tempo….
Encontrei um colorado que estava no hotel na batalha pelo ingresso, e disse para ele: quem sabe hoje não vai ser menos sofrido, quem sabe uns 2×0 aqui… Santas palavras, quase…
Primeiro tempo tenso: alegria na expulsão do Josué e revolta na expulsão do Fabinho (único momento que que a torcida vaiou). Fora isso, extremo nervosismo.
Segundo tempo: estávamos atrás do gol do Ceni, e vi o Sóbis chutar, não vi a bola entrar, mas vi a massa colorada levantar. 1×0. Colorados chorando, uns bêbados, a maioria não… Uma luta de 26 anos atrás da Libertina… Depois 2×0 (esse eu vi), meu sonho se tornando realidade. Mais choro, mais alegria. Um colorado numa cadeira de rodas, deficiente, gritando de alegria, e penso, pq não desta vez?
Depois um sufoco danado, chances perdidas (algumas na cara do gol), um gol do SP de sabe-se-lá quem. O Morumbi estremece… Pânico geral na galera, quem sabe se lembrando do Vitorino uruguaio, sempre a velha história de morrer na praia, Vicelão…
Clemer faz uma defesa de mão trocada, contra-ataques desperdiçados, e pior, bolas perdidas no meio campo. O tempo não passa…. Um adolescente chorando enrolado na bandeira do Inter….
Eis que passam às nossas costas, o Gabriel o Pensador (?!?!?), alguns globais, e depois o pessoal do Inter que não foi relacionado para a partida: Mossorá, Ediglê, entre outros. Pouca gente viu, mas o sorriso nos rostos deles era demais. Coisa de grupo que confia….
Juiz apita, final de jogo. Mais choro, mais emoção… Caminho no meio dos são-paulinos louco por uma ceva (aqui eles não vendem nos estádios), tentando esconder o sotaque…. Outros 90 minutos esperando um táxi…
Para fechar, digo aos meus companheiros a quem escrevo esta missiva, que só não podemos ter salto alto. Eu estava no Inter x Bahia e os alto-falantes do Gigante diziam: o Inter nunca perdeu título em casa. E deu no que deu. Que mantenhamos a mesma pegada, a mesma alma… E se Ele não quiser, que seja. Mas acho que temos boas chances…
Ao menos emoções eu vivi. E viverei daqui há 7 dias.
[]s a todos,
































